TCC 5G Core & DLT Hub ITU-T Y.DLT.Trust.IMT
Norma Internacional ITU-T SG13 • Pesquisa para TCC de Alto Impacto

Validação e Auditoria do Núcleo 5G com DLT

Ambiente completo e aprofundado de pesquisa científica sobre a integração entre a arquitetura 5G SBA (Service-Based Architecture) e DLT Permissionada (Hyperledger Fabric), fundamentado na recomendação ITU-T Y.DLT.Trust.IMT.

3GPP Release 16/17 (SBA)
Consenso Raft CFT (Fabric)
Draft ITU-T SG13 Q16/13
Laboratório com free5GC & UERANSIM
O Conceito em 3 Pilares Tese Central
  • 1 5G Core é Microsserviços: NFs conversam entre si via HTTP/2 REST e JSON sobre conexões TCP autenticadas.
  • 2 DLT no Gerenciamento: A blockchain não toca no tráfego de dados de usuário (UPF); valida apenas permissões e registra auditoria.
  • 3 Protótipo Mensurável: Middleware que intercepta o registro no NRF (free5GC), consulta chaincode e afere a latência p50/p95/p99.
Tempo de preparação recomendado: 15 minutos
1

A Separação Sagrada dos Três Planos

O alicerce arquitetural que delimita exatamente onde a DLT opera e onde ela não interfere

3GPP & ITU-T

Para defender este TCC com autoridade absoluta perante qualquer examinador, a primeira premissa a ser demonstrada é a estrita separação de planos da arquitetura de telecomunicações. Cada plano possui requisitos de latência, vazão e segurança radicalmente distintos:

Plano de Usuário (UPF)

Tráfego bruto de dados dos usuários (downloads, streaming 4K, chamadas de voz). Opera na escala de Gigabits/segundo com latência de frações de milissegundo.

NÃO TOCA NA DLT / BLOCKCHAIN
Plano de Controle (CP)

Sinalização, autenticação de cartões SIM/eSIM, mobilidade entre antenas, alocação de IPs e criação de sessões PDU (executado por AMF, SMF e UDM).

Gera Eventos Notificáveis
Plano de Gerenciamento

Orquestração NFV-MANO, catálogo de serviços e instâncias (NRF), governança de fatias (Slicing), auditoria de integridade e controle de acesso corporativo.

CAMPO DE ATUAÇÃO DO TCC
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O Núcleo 5G (5G Core) e a Arquitetura SBA

A revolução dos microsserviços cloud-native, Service-Based Interfaces (SBI) e catálogo de NFs

3GPP TS 23.501

A Evolução Radical: 4G EPC (Monolítico) vs 5G Core (SBA Cloud-Native)

Desacoplamento
Critério Arquitetural 4G EPC (Evolved Packet Core) 5G Core (Service-Based Architecture)
Estrutura das Funções Appliances de hardware dedicados ou VMs pesadas Microsserviços em containers Docker orquestrados (CNFs)
Protocolos de Comunicação Diameter, GTP-C, SS7 sobre SCTP binário rígido HTTP/2 REST, JSON e OpenAPI 3.0
Descoberta de Serviços DNS estático com configuração manual de rotas NRF dinâmico (Service Registry & Discovery)
Fatiamento de Rede Inexistente ou simulado via APNs rígidos Nativo fim a fim via NSSF e identificador S-NSSAI

Catálogo Completo das Funções de Rede (NFs) do 5G Core

Ponto a Ponto
NRF (Network Repository Function) Pivô do TCC

O Catálogo Central da SBA: Todas as NFs precisam se registrar no NRF via API REST (POST /nnrf-nfm/v1/nf-instances) para informar seus serviços e endpoints disponíveis.

Por que é o coração do projeto: Se um invasor registrar uma NF falsa no NRF, ele pode interceptar todo o tráfego da operadora. É o ponto exato onde nossa DLT atua validando a autenticidade e registrando a prova imutável!
AMF (Access and Mobility Management) Sinalização

Termina a conexão NAS (Non-Access Stratum) com o smartphone/dispositivo. Controla conexão com as antenas gNodeB, mobilidade entre células e encaminha solicitações de autenticação ao AUSF.

SMF (Session Management Function) Sessões

Gerencia o ciclo de vida das sessões de dados PDU. Aloca endereços IP para os dispositivos, seleciona as políticas de tráfego e programa o roteamento no UPF via protocolo PFCP.

UPF (User Plane Function) Plano Usuário

O único elemento do plano de usuário. Encaminha pacotes IP em altíssima velocidade entre as antenas e a internet/redes de dados (Data Network). Não implementa smart contracts para não degradar a taxa de transferência.

UDM / UDR (Unified Data Management) Assinantes

Repositório de dados e perfis dos usuários (equivalente ao HSS no 4G). Armazena credenciais criptográficas de autenticação e os perfis das fatias autorizadas para cada assinante.

NSSF (Network Slice Selection Function) Fatiamento

Direciona a conexão do usuário para a instância correta da fatia de rede requisitada, baseando-se no identificador S-NSSAI (SST + SD) e nas regras de negócio da operadora.

Estrutura do Network Slicing: eMBB, URLLC e mMTC

Multi-Tenancy

O fatiamento de rede particiona virtualmente a infraestrutura de telecomunicação em múltiplas redes lógicas com garantias estritas de SLA (Service Level Agreement):

eMBB (Banda Larga Melhorada)

Vazão massiva (Gbps). Ideal para streaming imersivo, Realidade Aumentada (XR) e downloads industriais.

URLLC (Ultra-Confiabilidade)

Latência < 1ms e disponibilidade de 99.999%. Carros autônomos, telemedicina e controle de malhas elétricas.

mMTC (Máquinas Massivas)

Densidade de até 1 milhão de dispositivos/km² transmitindo telemetria leve com bateria de longa duração.

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DLT Permissionada & Hyperledger Fabric

Por que redes de telecom corporativas adotam consenso Raft determinístico e identidades PKI

Linux Foundation

Blockchain Pública (Ethereum) vs DLT Permissionada (Hyperledger Fabric)

Esta comparação técnica justifica de forma definitiva perante a banca por que redes de operadoras nunca utilizam blockchains públicas:

Característica Blockchain Pública (Ethereum / Bitcoin) DLT Permissionada (Hyperledger Fabric)
Identidade e Acesso Anônima / Qualquer entidade pode minerar ou ler Controlada via PKI X.509 e MSP (Apenas membros autorizados)
Custo por Transação Taxas financeiras variáveis (Gas volátil em moeda digital) Zero custo financeiro (Sem criptomoeda nem taxa)
Tempo de Confirmação Minutos a horas (Confirmação probabilística por blocos) Milissegundos (Finalidade imediata via Raft)
Vazão (Throughput) 15 a 30 TPS (Gargalo severo) > 3.000 transações por segundo
Privacidade Comercial Dados do ledger são públicos a qualquer observador Canais privados (Channels) e coleções de dados isoladas

Anatomia dos Componentes do Hyperledger Fabric

Peers (Endossadores)

Executam o chaincode em sandbox, simulam a proposta de transação sem alterar o ledger e assinam digitalmente o endosso criptográfico.

Orderer (Consenso Raft)

Nó responsável por receber transações endossadas, ordená-las estritamente no tempo, empacotar em blocos e distribuir aos nós validadores.

Certificate Authority (CA)

Emite identidades criptográficas e certificados digitais X.509 através do Membership Service Provider (MSP) para cada serviço e usuário.

Channels (Canais)

Estruturas lógicas que criam ledgers totalmente isolados dentro da mesma rede. Permite que operadoras concorrentes auditem serviços conjuntos sem expor segredos.

Chaincode (Smart Contract)

Lógica programada em Go, Node.js ou Java que implementa a governança (ex.: validar se um certificado é de uma NF homologada pela Anatel).

World State vs Ledger

O World State (LevelDB/CouchDB) guarda o estado atual de cada chave para consultas rápidas; o Ledger guarda a cadeia de blocos imutável.

O Paradigma Execute-Order-Validate (Diferencial Técnico do Fabric)

Ao contrário de blockchains tradicionais que ordenam antes de executar (Order-Execute), o Fabric executa em paralelo nos nós endossadores antes de ordenar. Isso elimina execuções não-determinísticas e maximiza a vazão:

1. Execução (Endorsement)

O middleware envia a proposta; peers simulam o chaincode e retornam o resultado assinado digitalmente.

2. Ordenação (Ordering)

O Orderer coleta as propostas endossadas, estabelece a ordem cronológica via consenso Raft e cria o bloco.

3. Validação & Commit

Todos os nós validam se as assinaturas conferem com a política e gravam no ledger definitivo.

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A Recomendação ITU-T Y.DLT.Trust.IMT

Norma internacional da ONU (Study Group 13 Q16/13) para governança e confiança em redes 5G e além

Seul 2026
Study Group 13 • Question 16/13

Requisitos para Gerenciamento Confiável Habilitado por DLT

Draft Y.DLT.Trust.IMT

Este documento é a espinha dorsal teórica do seu TCC. Editado por especialistas brasileiros da Anatel (João Zanon e José Umberto Sverzut) e da Universidade de Brasília - UnB (Prof. Eduardo Adílio Pelinson Alchieri), a recomendação estabelece as diretrizes globais para mitigar o déficit de confiança em redes abertas e desagregadas.

O Problema Central Abordado pela ITU-T:

No 5G, as operadoras terceirizam data centers e contratam funções virtuais (VNFs) de múltiplos fornecedores globais. Como auditar se uma regra de firewall não foi alterada maliciosamente? Como garantir que uma NF iniciando no core é autêntica? A ITU-T responde: acoplando uma camada de confiança distribuída via smart contracts.

Estrutura Detalhada das Cláusulas do Draft ITU-T

Cláusula 7: Visão Geral da Arquitetura

Define uma arquitetura em 3 camadas concêntricas: (1) Camada de Infraestrutura de Rede (rádio, switches SDN, servidores); (2) Camada de Gerenciamento e Orquestração (NFV-MANO, NRF, NSSF); e (3) Camada de Confiança DLT (smart contracts, nós validadores e ledger).

Cláusula 8.1: Requisitos Gerais da DLT

Exige imutabilidade de registros, auditabilidade ponta a ponta, tolerância a falhas sem ponto único de interrupção (SPOF) e sincronização temporal rigorosa entre nós da rede e nós DLT.

Cláusula 8.2: Gerenciamento SDN

Exige que qualquer inserção, alteração ou exclusão de tabela de fluxo em switches OpenFlow seja previamente validada por smart contract e registrada com hash para auditoria pós-incidente.

Cláusula 8.3: Gerenciamento NFV (VNFs)

Requer verificação de integridade criptográfica de pacotes de imagens de VNFs/CNFs antes da instanciação no orquestrador, prevenindo a injeção de malware no ciclo de vida (onboarding).

Cláusula 8.4: Network Slicing

Exige registro de conformidade de SLA entre operadoras e clientes industriais, cálculo automático de compensações por quebra de serviço e isolamento garantido de dados de fatias.

Cláusula 9: Segurança & Privacidade

Determina conformidade estrita com legislações de privacidade (LGPD/GDPR): nenhum identificador permanente de usuário (IMSI/SUPI) deve ser armazenado em texto plano on-chain.

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Os Dois Pilares Fundamentais

O núcleo operacional da recomendação: Validação Prévia e Registro Imutável Off-Chain

Arquitetura Central
Pilar 1: Validação Tempo de Execução

Autorização e Controle de Acesso Prévio

O componente do core ou orquestrador não efetiva uma operação crítica imediatamente. Antes de admitir o evento, o middleware consulta as regras imutáveis do Smart Contract:

Verifica se a NF possui certificado X.509 válido
Checa se a versão do software foi homologada
Confere se a cota de recursos da fatia permite a ação

Resultado: Se qualquer checagem falhar, a operação é sumariamente rejeitada antes de entrar no Core 5G, impedindo o surgimento de Rogue NFs (funções falsificadas).

Pilar 2: Registro Pós-Operação (Assíncrono)

Auditoria Imutável Off-Chain & Não-Repúdio

Após a conclusão bem-sucedida, o evento é gravado para auditoria eterna. Para preservar privacidade e conformidade com a LGPD, o payload completo permanece off-chain e apenas o hash SHA-256 é submetido ao ledger:

{
  "eventId": "evt-2026-0930-01",
  "sourceNF": "SMF-Core-01",
  "eventType": "SESSION_PDU_ESTABLISHED",
  "timestamp": "2026-09-30T15:00:00Z",
  "payloadHash": "e3b0c44298fc1c149afbf4c8...",
  "status": "COMMITTED"
}

Resultado: Qualquer tentativa de adulterar o log no banco tradicional falhará na checagem criptográfica contra o bloco do Hyperledger Fabric.

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Fichamentos Exaustivos das 5 Referências

Análise crítica de cada paper científico na pasta referencias/ com pontos fortes e alertas

Revisão de Literatura
Status Resolvido: Artigo Oficial de Boukessessa (2024) Restaurado!
DOI 10.2478/ttj-2024-0021

Identificamos que na edição original da revista (Transport and Telecommunication, Vol. 25, Nº 3, Junho de 2024), o artigo baixado anteriormente correspondia ao DOI adjacente (0024 - veículos elétricos). O artigo oficial legítimo de proteção de pacotes VNF com blockchain (DOI 0021, pp. 289–299) foi baixado diretamente do repositório oficial da Sciendo/De Gruyter e já está integrado à pasta referencias/!

Artigo Oficial Validado & Ativo:
Título: "Blockchain-Based Security Framework for VNF Package Protection in 5G Network Slicing Services"
Autores: Meriem Boukessessa, Abdelkader Ghazli e Adda Ali-Pacha (2024).
Artigo 1 • Prático / Benchmark

Zanzi et al. (2020) — NSBchain: A Secure Blockchain Framework for Network Slicing Brokerage

NEC Laboratories Europe & TU Kaiserslautern
🎯 O Problema:

Como realizar negociação e leilão dinâmico de fatias de rede 5G entre múltiplos provedores de infraestrutura (InPs) e clientes verticais sem um intermediário central monopolista.

💡 A Solução Proposta:

Criaram o NSBchain utilizando Hyperledger Fabric, onde chaincodes realizam leilões em lote e registram os acordos de fatiamento no ledger imutável.

📊 Resultados & Conexão com seu TCC:

Demonstraram que o consenso Raft suporta centenas de participantes simultâneos mantendo latência na casa de milissegundos. Serve de base direta para a metodologia de medição de latência do nosso laboratório.

Artigo 2 • Auditoria & Privacidade

Xiao et al. (2021) — A Blockchain-Based Privacy-Preserving 5G Slicing SLA Audit Scheme

EURASIP Journal on Wireless Communications and Networking
🎯 O Problema:

Disputas de SLA (ex.: cliente acusa operadora de alta latência; operadora nega). Como auditar a conformidade sem expor métricas privadas das empresas no ledger?

💡 A Solução Proposta:

Sistema de Dual-Monitoring (monitoramento duplo) integrado ao algoritmo de cifra TORE (Trapdoor Order-Revealing Encryption).

📊 Resultados & Conexão com seu TCC:

O smart contract compara grandezas numéricas criptografadas sem precisar decifrar os dados brutos. Fundamenta nosso Pilar 2 (Auditoria com proteção de privacidade).

Artigo 3 • Segurança de Pacotes NFV

Boukessessa et al. (2024) — Blockchain-Based Security Framework for VNF Package Protection

Transport and Telecommunication Journal
🎯 O Problema:

Vulnerabilidades no ciclo de onboarding do NFV-MANO: como assegurar que um pacote de imagem de VNF não foi adulterado durante o download ou implantação.

💡 A Solução Proposta:

Assinatura digital dos pacotes com gravação de hashes em blockchain permissionada e controle de versão contra ataques de repetição (*replay attacks*).

📊 Conexão com seu TCC:

Suporta o Pilar 1 (Validação de Integridade), assegurando que apenas imagens aprovadas e homologadas possam ser admitidas no catálogo NRF do 5G Core.

Artigo 4 • Survey IEEE / Estado da Arte

Nguyen et al. (2020) — Blockchain for 5G and Beyond Networks: A State of the Art Survey

IEEE Communications Surveys & Tutorials (Qualis A1)
🎯 Escopo:

Levantamento exaustivo de todas as aplicações potenciais de DLT no 5G: compartilhamento de espectro de radiofrequência, fatiamento, MEC (Edge Computing) e roaming.

💡 Contribuição Fundamental:

Fornece a taxonomia completa dos requisitos de escalabilidade, consenso e privacidade necessários para redes móveis corporativas.

📊 Conexão com seu TCC:

É a principal base bibliográfica para construir a introdução, a fundamentação teórica e a revisão de literatura da sua monografia.

Artigo 5 • SDN & Redes Desagregadas

Rahman et al. (2022) — On the Integration of Blockchain and SDN: Overview and Future Perspectives

University of Napoli Federico II
🎯 O Problema:

Controladores SDN centralizados constituem um ponto único de falha (*Single Point of Failure*). Como coordenar múltiplos controladores distribuídos sem riscos de envenenamento de rotas.

💡 A Solução Proposta:

Utilização de um ledger descentralizado para sincronizar a topologia global da rede e garantir consenso sobre regras de fluxo antes da aplicação nos switches.

📊 Conexão com seu TCC:

Fundamenta o cumprimento dos requisitos da Cláusula 8.2 da ITU-T (SDN Management), protegendo a integridade das rotas do plano de controle.

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Arquitetura Experimental & Laboratório Prático

free5GC, UERANSIM, Hyperledger Fabric e Middleware conector em containers Docker locais

Protótipo Funcional

Fluxo do Protótipo: Registro de Funções de Rede no NRF (free5GC)

O fluxo experimental delimitado para o TCC foca na operação mais crítica da SBA: o Registro de uma NF no NRF. O diagrama a seguir ilustra a interceptação pelo Middleware conector:

┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                            CORE 5G (free5GC)                                │
│   ┌──────────────┐     ┌──────────────┐     ┌──────────────┐                │
│   │     AMF      │     │     SMF      │     │     UPF      │ (Tráfego Real) │
│   └──────┬───────┘     └──────┬───────┘     └──────────────┘                │
│          │                    │                                             │
│          └───────────┬────────┘                                             │
│                      │ 1. Solicitação de Registro (HTTP/2 REST JSON)        │
│                      ▼                                                      │
│             ┌─────────────────┐                                             │
│             │  NRF (Catálogo) │                                             │
│             └────────┬────────┘                                             │
└──────────────────────┼──────────────────────────────────────────────────────┘
                       │ 2. Interceptação assíncrona do evento
                       ▼
┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                 CAMADA ADAPTADORA (Middleware Python/FastAPI)                │
│   ├── Extrai Metadados & Timestamp UTC                                      │
│   ├── Remove dados sensíveis (Conformidade LGPD)                            │
│   ├── Calcula Hash SHA-256 do payload do evento                             │
│   └── Dispara Transação de Endosso via Fabric SDK Gateway                   │
└──────────────────────┬──────────────────────────────────────────────────────┘
                       │ 3. Invocação de Chaincode (Smart Contract)
                       ▼
┌─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┐
│                     HYPERLEDGER FABRIC TEST NETWORK                         │
│   ┌───────────────────────────┐      ┌───────────────────────────┐          │
│   │    Peer Org1 (Endossador) │      │    Peer Org2 (Endossador) │          │
│   └─────────────┬─────────────┘      └─────────────┬─────────────┘          │
│                 └──────────────────┬───────────────┘                        │
│                                    ▼                                        │
│                 ┌─────────────────────────────────────┐                     │
│                 │      Orderer Node (Consenso Raft)   │                     │
│                 └──────────────────┬──────────────────┘                     │
│                                    ▼                                        │
│                 ┌─────────────────────────────────────┐                     │
│                 │    Ledger Imutável + World State    │                     │
│                 └─────────────────────────────────────┘                     │
└─────────────────────────────────────────────────────────────────────────────┘
Implementação de Código do Laboratório
{
  "eventId": "evt-nf-reg-2026-0042",
  "sourceNF": "SMF-Core-Cluster-01",
  "nfType": "SMF",
  "ipv4Address": "10.100.200.15",
  "plmnId": { "mcc": "724", "mnc": "05" },
  "supportedSlices": [
    { "sst": 1, "sd": "000001" },
    { "sst": 2, "sd": "000002" }
  ],
  "timestamp": "2026-09-30T15:00:00.124Z",
  "payloadHash": "e3b0c44298fc1c149afbf4c8996fb92427ae41e4649b934ca495991b7852b855",
  "operatorSignature": "MEUCIQD1g...X7wQ=="
}
Cenário 1: Linha de Base (Core 5G Puro) Baseline

O free5GC roda sem nenhuma camada externa. Mede-se o tempo padrão de inicialização e registro das NFs no NRF via HTTP/2 puro em milissegundos.

Cenário 2: Core + Adaptador + Fabric Proposta TCC

A cada registro no NRF, o adaptador intercepta, consulta o chaincode e grava o hash. Mede-se a latência adicional ($p_{50}, p_{95}, p_{99}$) e a eficácia na detecção de nós não homologados.

Métricas Que Serão Apresentadas na Monografia

Latência Adicional
p50, p95 e p99
Vazão (Throughput)
Transações/seg
Overhead de Recursos
CPU & RAM (MB)
Eficácia de Segurança
Detecção Fake NF
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Kit da Reunião com o Orientador (16h)

Script de 2 minutos com cronômetro, respostas para as 6 maiores pegadinhas e Pergunta de Ouro

Guia de Bolso
Seu Pitch de Abertura (2 Minutos Exatos)
02:00

"Professor, boa tarde! Estruturei a proposta do meu TCC com base no draft internacional ITU-T Y.DLT.Trust.IMT, elaborado no âmbito do Study Group 13 da ITU por especialistas da Anatel e da UnB."

"O objetivo central é investigar como DLT permissionada (Hyperledger Fabric) pode mitigar o déficit de confiança em redes desagregadas 5G, atuando em dois pilares bem delimitados no Plano de Gerenciamento: Validação prévia de operações (como admissão de novas funções de rede) e Registro imutável para auditoria forense (via hashes SHA-256 e metadados off-chain, garantindo privacidade estrita e conformidade com a LGPD sem trafegar pacotes de usuários on-chain)."

"No laboratório, pretendo utilizar containers com o core free5GC e o simulador UERANSIM, integrados a uma rede de teste do Fabric por meio de uma camada adaptadora em Python. Coletaremos medições comparativas de latência adicional ($p_{50}, p_{95}, p_{99}$), throughput e sobrecarga computacional."

Respostas Prontas para as 6 Perguntas Mais Difíceis

❓ Pergunta 1: "Por que não usar Ethereum ou Bitcoin para essa integração?"

Sua Resposta: "Blockchains públicas possuem taxas financeiras variáveis (*gas* em criptomoedas), latência probabilística de minutos e ausência de confidencialidade comercial. O padrão corporativo em telecom é a DLT permissionada (Hyperledger Fabric), com finalidade imediata em milissegundos via consenso Raft, custo financeiro zero e canais privados com identidades PKI X.509."

❓ Pergunta 2: "A blockchain não vai destruir a latência ultrabaixa (< 1ms) do 5G?"

Sua Resposta: "Não, professor! Porque respeitamos a separação estrita de planos: o tráfego de dados de usuário (UPF) opera 100% fora da DLT. A DLT atua exclusivamente de forma assíncrona nas operações administrativas do Plano de Gerenciamento, onde variações de alguns milissegundos são perfeitamente aceitáveis."

❓ Pergunta 3: "Você vai ter que reescrever o código-fonte do 5G Core para integrar com Fabric?"

Sua Resposta: "Não é necessário refatorar o núcleo. Adotamos o padrão da ITU-T: uma Camada Adaptadora desacoplada (Middleware) que atua como conector entre as APIs REST HTTP/2 do core e o SDK do Hyperledger Fabric, preservando a aderência estrita às normas da 3GPP."

❓ Pergunta 4: "Gravar logs na blockchain não viola a LGPD e a privacidade dos assinantes?"

Sua Resposta: "Pelo contrário! Nenhum identificador permanente (como IMSI, SUPI ou telefone) é armazenado no ledger. Gravamos apenas o hash SHA-256 do payload e metadados operacionais. Se for necessário auditar, a matemática prova a integridade do log original sem expor dados privados."

❓ Pergunta 5: "Como você vai testar isso sem dispor de equipamentos de rádio de milhões de reais?"

Sua Resposta: "Utilizaremos o free5GC em conjunto com o simulador UERANSIM, ambos rodando em containers Docker. O UERANSIM gera tráfego de rádio simulado e sinalização aderente à Release 16 da 3GPP, permitindo um ambiente experimental reproduzível e com custo zero de hardware."

❓ Pergunta 6: "Qual a novidade científica do seu TCC frente aos artigos de Zanzi e Xiao?"

Sua Resposta: "Zanzi focou especificamente no leilão de fatias e Xiao focou na auditoria de SLA com cifra TORE. Nosso trabalho materializa a recomendação recém-redigida da ITU-T (Y.DLT.Trust.IMT), integrando simultaneamente os dois pilares (validação prévia no NRF e auditoria off-chain) em uma arquitetura de microsserviços 5G SBA aberta."

A "Pergunta de Ouro" para Você Encerrar a Reunião

Quando o orientador perguntar ao final: "Você tem alguma consideração ou dúvida?", diga com postura acadêmica:

"Professor, para mantermos o escopo do TCC bem delimitado e viável dentro do cronograma do semestre, o senhor recomenda focarmos a validação no fluxo de registro de NFs no NRF ou no fluxo de criação de sessões PDU no SMF?"

Por que essa pergunta é brilhante: Prova que você domina a arquitetura, pensou na viabilidade do cronograma e está apenas solicitando uma orientação refinada de escopo.

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Glossário Interativo 5G & DLT

Mais de 20 termos fundamentais com busca dinâmica em tempo real

24 Conceitos
SBA (Service-Based Arch.)

Arquitetura de microsserviços do 5G Core interconectados por APIs HTTP/2 REST e JSON.

NRF

Network Repository Function. Catálogo dinâmico de serviços onde NFs se registram e descobrem outros nós.

AMF

Access and Mobility Management Function. Gerencia conexão de rádio, autenticação e mobilidade do UE.

SMF

Session Management Function. Gerencia sessões PDU, aloca IPs aos usuários e programa o UPF.

UPF

User Plane Function. O único elemento do Plano de Usuário que roteia pacotes IP em alta velocidade fora da DLT.

Chaincode

O contrato inteligente no Hyperledger Fabric (Go, Node ou Java) que valida e manipula os ativos.

Consenso Raft

Algoritmo de consenso determinístico líder-seguidor tolerante a falhas (Crash Fault Tolerant).

Channels

Canais privados no Fabric para garantir confidencialidade estrita de dados entre participantes.

Network Slicing

Fatias lógicas isoladas criadas sobre o mesmo hardware físico (eMBB, URLLC, mMTC).

S-NSSAI

Single Network Slice Selection Assistance Information. Composto por SST (Tipo) e SD (Diferenciador).

free5GC

Implementação open-source do 5G Core aderente à Release 16 da 3GPP desenvolvida em Go.

UERANSIM

Simulador open-source de antena gNodeB e smartphones UE para testes laboratoriais 5G.

ITU-T SG13

Setor de padronização de telecom da ONU focado em redes futuras, computação em nuvem e IMT-2020.

TORE

Trapdoor Order-Revealing Encryption. Cifra que permite ao smart contract comparar grandezas cifradas sem ler os dados.

MSP

Membership Service Provider. Componente do Fabric que mapeia certificados X.509 em papéis e permissões.

NFV-MANO

Network Functions Virtualization Management and Orchestration. Padrão ETSI de governança do ciclo de vida de VNFs.